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segunda-feira, abril 23, 2012

VIDA DE PROFESSOR...


O problema da Educação brasileira vai muito além daquilo que se possa imaginar. O buraco, que já é fundo, é bem mais fundo ainda.

Alunos hoje estão em séries escolares onde a sua aprendizagem não acompanha. Alunos no 6º ano que ainda não dominam a leitura e a escrita.

Alunos que não sabem ler, muito menos escrever, estão entrando no Ensino Fundamental Maior com uma grande desvantagem em relação aos outros.

Mas tudo que o Governo quer são números. Não importa como, o aluno deve passar de ano. Diminuir ao máximo o índice de reprovação é a meta.

O Governo não se importa com o que o aluno aprende ou deixa de aprender. Ele quer que ele passe de ano, mesmo sem aprender nada.

Um absurdo o que está acontecendo em nossas escolas. Antigamente, a reprovação era algo disciplinar. Ajudava o aluno. Hoje, é repudiada.

 Veja o que uma aluna de 6º ano respondeu em uma prova cuja resposta era simples. Decifre se for capaz.

 Isso é uma prova clássica de que tal aluna não domina a escrita. Mesmo o Professor constatando, não pode se dedicar exclusivamente a ela.

O Professor não tem como trabalhar as dificuldades de um aluno apenas pois possui salas com mais de 30 alunos. Não há espaço para tal.

Alunos que chegam ao Ensino Fundamental Maior nessa situação, deveria retornar ao Menor para aprender o básico: ler e escrever. Ou a Escola deveria ter um apoio pedagógico com Professores que tenham a função exclusiva de corrigir essas falhas, separadamente.

É impossível um Professor dedicar-se a corrigir uma falha de aprendizado de um ou dois alunos e deixar os outros de lado na sala de aula.

Outro grave problema da Educação brasileira está em casa: a ausência dos pais no cuidado com o aprendizado dos filhos.

A Escola apenas serve para direcionar os estudos e o aprendizado do aluno, mas a Educação propriamente dita, vem de casa. Da família.

A criança que grita com os pais, que fala palavrão em casa, não respeitará ninguém. Nem o Professor, nem qualquer pessoa na rua.

Ao invés dos pais supervisionarem os estudos dos filhos, tipo fazendo algo simples como olhar o caderno quando chegam da Escola, os pais preferem acreditar que um milagre está se manifestando na Escola e que os filhos sairão de lá cidadãos bem educados. Ilusão.

Os filhos que não são supervisionados em seus estudos pelos pais em casa, terão um aprendizado medíocre e insatisfatório.

Pais hoje não cumprem nem a simples tarefa de irem periodicamente à Escola perguntar aos Professores "como meu filho está indo?".

 Bom seria se todo pai soubesse a importância dessa pergunta: "Como meu filho está indo?".

Enquanto os filhos deveriam estar em casa estudando, sob a supervisão dos pais, eles estão em frente as TVs e os computadores.

Sem estudar, no dia das provas eles recorrem a esse antigo subterfúgio, a COLA.
 

Seria até cômico, se não fosse trágico!



segunda-feira, abril 09, 2012

ELOGIO À MULHER...



Toda mulher deve ser tratada como uma rainha. Não é uma questão de 'sexo frágil' ou de cavalheirismo. É uma questão de direito. 

Todas têem um encanto ímpar. É imprescindível que o homem a trate com respeito e carinho. Carinho no falar ou no tocar. Ser cavalheiro mesmo, do tipo que se levanta da mesa quando ela se levantar. Do tipo que abre a porta e que lhe oferece uma flor.

Para mim é a melhor criação de Deus, não só pela sua formosura, mas também por aquilo que ela representa: a origem da vida. Pela característica que só ela tem: a maternidade. 

O fato de a mulher ser Mãe, assim mesmo com letra maiúscula, vem coroar todo o espetáculo da feminilidade.

A mulher representa o que há de melhor na vida de um homem. Sem ela, somos incompletos por natureza.


quarta-feira, fevereiro 29, 2012

OPINIANDO... A FOME


Se eu não me engando, o texto a seguir foi uma redação de Vestibular que fiz há algum tempo atrás. O tema era a Fome.

Leia e reflita!



A fome é um dos problemas de maior gravidade enfrentados pelos governos e pela sociedade do Brasil e do mundo. E os pobres são a parcela dessa sociedade que mais sofrem, tanto pela fome em si, como pelo descaso por parte dos mais ricos, que olham com indiferença para um problema real e presente em todas as partes do planeta.

Os governos só começam a se preocupar e a buscar soluções quando o fato já tem acontecido, utilizando projetos emergenciais que tardam a chegar e falham nos objetivos. Um exemplo interessante disso é a situação de muitas cidades do sertão nordestino que, quando recebem ajuda do governo para combater a fome gerada pela seca, a recebem quando a população já está sofrendo com a fome causada por outra calamidade: as enchentes.

O governo deve começar a pensar, junto com organizações não-governamentais especializadas na área de assistência social, soluções e programas que visem a evitar esse problema desde a raiz.

Mais necessário do que projetos assistenciais de combate à fome, que apenas reduzem por um breve período a situação desesperadora das famílias que sofrem com esse problema, é o desenvolvimento de ações voltadas para a eliminação dos problemas sociais e naturais que dão origem à fome no mundo.

Só assim, será possível diminuir, ou até mesmo, acabar de uma vez por todas com a fome.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

A COSTELA DE ADÃO




Por toda sua existência a mulher recebeu uma imensidão de papéis na História da humanidade e na vida do homem.

Foi culpada pelos pecados do homem, tratada com indiferença e com insignificância. Perseguida pela ideologia dos que se consideravam infinitamente superiores, e ainda hoje sofre com o machismo de alguns e a arrogância de outros.

Ao longo dos tempos a mulher foi conseguindo, gradativamente, ganhar respeito por parte dos homens e se firmar como agente de transformaçao na sociedade, na política, na economia e nas demais áreas da vida, agindo com maestreza, e, em certos momentos, como um bom 'jogo de cintura', nas funções que assumia. 

Ganhou direitos como o de cidadania, através do voto e do trabalho igualitário. Conquistou posições de prestígio, antes assumidas somente pelos homens. E não precisou pra isso perder o 'rebolado', o charme e a beleza que lhes acompanham tão naturalmente.

Mas apesar de toda a sua complexidade e mistério, a mulher mostrou qual o seu verdadeiro papel na História: o de parceira atuante, junto ao homem, nos destinos da humanidade. 

Mostrou que existe para agir e interagir na vida social, que tem responsabilidade nos seus atos. Que tem a mesma capacidade que o homem em qualquer atividade por ele exercida. Que não é inferior em nada.
E, principalmente, mostrou, ao próprio homem, que, sem ela, ele seria imperfeito, faltando-lhe a melhor, e mais bela, parte que lhe cabe.

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

OPINIANDO... JORNALISTA COMENTA SOBRE O CARNAVAL


No Carnaval do ano passado, fez sucesso um vídeo da jornalista Rachel Sheherazade comentando sobre as origens do Carnaval, quem realmente lucra e quais os problemas gerados por essa festa.

Para ver o vídeo (se você não viu, desde o ano passado), click AQUI.

E veja na íntegra o discurso da jornalista:

Hoje é quarta-feira de fogo, mas eu não vejo a hora de chegar a quarta-feira de cinzas.

Não, não é que eu seja inimiga do carnaval. Inclusive já brinquei muito: em clubes, nas prévias, nos blocos…. fui até à Olinda em plena terça-feira de carnaval… Portanto, vou falar com conhecimento de causa.

E, como um véu que se descortina, como uma máscara que cai, gostaria de revelar algumas verdades que encontrei por trás da fantasia do carnaval.

A primeira delas: o brasileiro adora carnaval.

Não acredito. Na paraíba, por exemplo, o maior bloco de arrastão disse ter registrado cerca de 400 mil foliões no desfile do ano passado. Mas, a população paraibana conta com mais de 3 milhões e 600 mil cidadãos.
Portanto, a maioria da povo não foi para a rua ou por que não gosta de carnaval ou por que não se reconhece mais nessa festa dita popular.

Segunda falsa verdade: o carnaval é uma festa genuinamente brasileira.

Não, não é. O carnaval, tal como o conhecemos, surgiu na Europa, durante a era vitoriana, e se espalhou pelo mundo afora, adaptando-se a outras culturas.

Quarta falsa verdade: É uma festa popular.

Balela! O carnaval virou negócio – dos ricos. Que o digam os camarotes VIP, as festas privadas e os abadás caríssimos, chamados “passaportes da alegria”.
E quem não tem dinheiro para comprar aquele roupinha colorida não tem, também, o direito de ser feliz??? Tem não.

E aqui, na Paraíba, onde se comemoram as prévias não é muito diferente. A maioria dos blocos vive às custas do poder público e nenhuma atração sobe em um trio elétrico para divertir o povo só por ser, o carnaval, uma festa democrática.
Milhões de reais são pagos a artistas da terra e fora dela para garantir o circo a uma população miserável que não tem sequer o pão na mesa.

Muitas coisas, hoje, me revoltam no carnaval.
Uma delas é ouvir a boa música ser calada à força por “hits” do momento como o “Melô da Mulher Maravilha”, e similares que eu nem ouso citar.

Fico indignada quando vejo a quantidade de ambulâncias disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra quebra.
Onde estão essas mesmas ambulâncias quando uma mãe de família precisa socorrer um filho doente? Quando um trabalhador está infartando? Quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade para se submeter a um exame?

Me revolto em ver que os policiais estão em peso nas festas para garantir a ordem durante o carnaval, e, no dia a dia, falta segurança para o cidadão de bem exercitar o direito de ir e vir.

Mas o carnaval é uma festa maravilhosa! Dizem até que faz girar a economia. Que os pequenos comerciantes conseguem vender suas latinhas, seu churrasquinho….
Se esses pais de família dependessem do carnaval para vender e viver, passariam o resto do ano à míngua.

Carnaval só dá lucro para donos de cervejaria, para proprietários de trios elétricos e uns poucos artistas baianos. No mais, é só prejuízo.

Alguém já parou para calcular o quanto o Estado gasta para socorrer vítimas de acidentes causados por foliões embriagados? Quantos milhões são pagos em indenizações por morte ou invalidez decorrentes desses acidentes?

Quanto o poder público desembolsa com os procedimentos de curetagem que muitas jovens se submetem depois de um carnaval sem proteção que gerou uma gravidez indesejada?
Isso sem falar na quantidade de DST’s que são transmitidas durante a festa em que tudo é permitido!

Eu até acho que o carnaval já foi bom… Mas, isso foi nos tempos de outrora.



Mas verdadeiro, impossível!
 

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

COMO SERIA SE A PAIXÃO, MORTE E RESSURREIÇÃO DE JESUS OCORRESSE NO BRASIL DE HOJE


O episódio da paixão, morte e ressurreição de Jesus, se tivesse ocorrido no Brasil de hoje, se daria da seguinte maneira:

Jesus seria acusado de formação de quadrilha e exercício ilegal da medicina. 
Também poderia ser acusado por desordem e desacato a autoridade.
Seria preso, pagariam sua fiança e Ele responderia ao processo em liberdade. 
Continuaria sua missão, pois foi pra isso que veio, e ao tentar sair de um Estado para outro, para pregar o Evangelho, seria preso novamente suspeitando-se que Ele desejava fugir.

No julgamento seria condenado, primeiro porque era pobre, e segundo porque não iria querer advogado de defesa, ficando durante todo o tempo do julgamento em silêncio.

Preso, não cumpriria sua pena porque nesse meio tempo, morreria numa sexta-feira e ninguém perceberia pois era chegado o fim de semana, e os agentes carcerários iriam passar com a família e os presos não estariam nem aí pra mais um morto. 

Ressuscitaria no domingo e protagonizaria a maior fuga de toda a História, sem precisar cavar túneis, serrar grades ou da ajuda de helicópteros no pátio da penitenciária. Ninguém veria, ninguém saberia e jamais seria encontrado se não quisesse.

sábado, janeiro 28, 2012

VIDA DE PROFESSOR...


Leiam esse texto bem interessante (e verdadeiro) sobre o Professor:

O material escolar mais barato que existe na praça é o Professor!

Se é jovem, não tem experiência. Se é velho, está superado. 
Se não tem automóvel, é um pobre coitado. Se tem automóvel, chora de “barriga cheia’. 
Se fala em voz alta, vive gritando. Se fala em tom normal, ninguém escuta. 
Se não falta ao colégio, é um ‘caxias’. Se precisa faltar, é um ‘turista’. 
Se conversa com os outros professores, está ‘malhando’ os alunos. Se não conversa, é um desligado. Se dá muita matéria, não tem dó do aluno. Se dá pouca matéria, não prepara os alunos. 
Se brinca com a turma, é metido a engraçado. Se não brinca com a turma, é um chato. 
Se chama a atenção, é um grosso. Se não chama a atenção, não sabe se impor. 
Se a prova é longa, não dá tempo. Se a prova é curta, tira as chances do aluno. 
Se escreve muito, não explica. Se explica muito, o caderno não tem nada. 
Se fala corretamente, ninguém entende. Se fala a ‘língua’ do aluno, não tem vocabulário. 
Se exige, é rude. Se elogia, é debochado. 
Se o aluno é reprovado, é perseguição. Se o aluno é aprovado, deu ‘mole’.

Atribuído à Jô Soares.

quinta-feira, julho 21, 2011

TEXTO EMOCIONANTE


Tava lendo o blog da banda Biquini Cavadão e me emocionei com um texto escrito pelo cantor Bruno Gouveia - que recentemente perdeu o filho, Gabriel, e a ex-esposa num trágico acidente de helicóptero em Trancoso, na Bahia. O texto relata o testemunho dele sobre a dor da perda de um filho.

A morte de um filho
É uma gravidez às avessas
Volta pra dentro da gente
Para uma gestação eterna

Aninha-se aos poucos
Buscando um espaço
Por isso dói o corpo
Por isso, o cansaço

E como numa gestação ao contrário
A dor do parto é a da partida
De volta ao corpo pra acolhida
Reviravolta na sua vida

E já começa te chutando, tirando o sono
Mexendo os órgãos, lembrando ao dono
Que está presente, te bagunçando o pensamento
Te vazando de lágrimas e disparando o coração

A morte de um filho é essa gravidez ao contrário
Mas com o tempo, vai desinchando
Até se transformar numa semente de amor
E que nunca mais sairá de dentro de ti.